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O Externato Dom Fuas Roupinho da Nazaré foi fundado em 1958, por iniciativa dos Drs. Fernando Soares e Manuela Laborinho Confraria. Começou a funcionar num prédio situado na Avenida de Olivença, aqui na Nazaré, mas mudou-se logo em 1961 para as instalações que ainda hoje ocupa, na entrada norte da vila, na Estrada Nacional 242. Fruto do acréscimo de procura estudantil, e das novas condições exigidas pela alteração do panorama educativo português, as instalações têm sofrido frequentes remodelações e ampliações ao longo dos anos, contando actualmente com 20 salas de aulas, além de salas específicas para Informática, Educação Visual, Educação Tecnológica, Laboratórios de Física, Química e Biologia, Biblioteca e Sala de Convívio para alunos e professores. Além de uma Associação de Estudantes, funcionam no Externato diversos clubes, que levam a cabo múltiplas actividades extracurriculares.
Estudam no Externato, neste momento, várias centenas de alunos, distribuídos pelos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, Ensino Secundário, e Ensino Recorrente Nocturno. O arranque das actividades lectivas, no entanto, deu-se nesse ano longínquo de 1958 com um reduzido número de alunos, e começou pela abertura do que na altura se chamava o Ciclo Preparatório das Escolas Técnicas e pelo primeiro ano do Ciclo Liceal. O grande sucesso inicial dos cursos ministrados na Escola deu ao Externato um prestígio que imediatamente o tornou uma referência educativa incontornável na Nazaré e nas regiões circundantes, tendo passado a acolher um número progressivamente maior de alunos, não apenas nazarenos mas de muitos outros concelhos.
O Externato orgulha-se de ter mudado definitivamente a face social e cultural da Nazaré, e de ter contribuído fortemente para criar as condições que permitiram, na nossa terra - e não só - propiciar a todos o acesso ao ensino e à promoção social que até aí lhes estava vedada.
A ligação do Externato Dom Fuas Roupinho à Nazaré e à sua história, no último meio século, é insofismável. Se melhor prova não houvesse, atestá-lo-ia o facto de grande número dos actuais professores ter sido aqui anteriormente aluno, e prosseguir, desse modo, o trabalho de transmissão de saberes de que foram, em tempos, os principais beneficiários.
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